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ENTREVISTA SIMULTÂNEA

Philip Roth

 

Philip Milton Roth nasceu em 19 de março de 1933, em New Jersey, EUA. Professor de literatura, é considerado o maior romancista vivo da lingua inglesa. Publicou seu primeiro livro, Goodbye, Columbus, em 1959. Uma coletânea de contos, que lhe valeu o National Book Award daquele ano. Mais tarde lançou mais dois livros: Letting go (1962) e Was good (1967), que confirmaram o talento de escritor. Mas o reconhecimento mundial só veio com o Complexo de Portnoy (1969). Posteriormente ficou conhecido pelo nome de Nathan Zuckerman, seu alter-ego, protagonista de O escritor fantasma (1979), Zuckerman libertado (1981), A lição de anatomia (1983) e A orgia de Praga (1985). Mais tarde, escreveu Zuckerman acorrentado:3 romances e um epílogo (Cia. das Letras, 2011) reunindo os três romances e a novela A orgia de Praga, que serve de epílogo à trilogia em que Philip Roth dá vida a uma de suas criações mais geniais: o escritor Nathan Zuckerman. Parou de dar aulas em 1992 e vive recluso numa casa de fazenda, construída em 1790, na cidade de Connecticut, onde se dedica integralmente a escrever. Como resultado dessa dedicação temos Operação Shylock (1993) e O teatro de Sabath (1995), best-sellers internacionais. O crítico Daniel Piza pensou até que ele fosse entrar em alguma encruzilhada artística: “Para onde ir depois desses dois livros em que o humor, a malícia e a inventividade de Roth foram a extremos?”. O próprio crítico ficou surpreso com o que veio em seguida: “trilogia americana”, em que o autor desmonta o puritanismo da América do Norte com Pastoral americana (1997), relato da Guerra do Vietnã, vencedor do prêmio Pulitzer; Casei com um comunista (1998), em que descreve a perseguição macartista, e A marca humana (2000), em que revela os bastidores do Governo Clinton, particularmente o escândalo com a estagiária Monica Lewinsky. O autor é um defensor perpétuo dos escritores dissidentes em outros países e sua obra caracteriza-se por uma linha muito tênue entre autobiografia e ficção. Isto talvez explique seu talento em criar personagens tão reais. Em 2005 foi “canonizado” ao ser admitido no clube literário mais exclusivo de seus país: a Library of America. Em 2009 publicou seu 30º romance - A humilhação - que vem a ser a terceira parte de um quarteto iniciado com Homem comum (2008) e Indignação (2009). A quarta parte - Nêmesis - saiu em 2010. Trata-se de um quarteto que "não foram reunidos ainda, a não ser na minha cabeça", declarou numa entrevista em julho de 2010. "Mas pensei em Nêmesis como a conclusão de um ciclo de romances curtos. E os chamo de nêmesis, no plural. Eles começam com Homem comum, em que a nêmese é a doença e a morte - mortalidade. Em Indignação, a nêmese é a indignação e a guerra. No terceiro, A humilhação, a nêmese é a circunstância fora de controle que aflige o protagonista. E no romance final é a epidemia de pólio em 1944". Em novembro de 2012 anunciou que vai parar de escrever, mas foi obrigado a renunciar dessa ideia à pedido de uma amiga. .

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