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Tardinha na aldeia, o gajo dirige-se à taberna para seu costumeiro happy-hour com os amigos. Ao passar pelo cemitério, uma voz cavernosa ressoa por cima do muro:
- Ó desgraçado, que é que tu carregas nas costas?
O infeliz, amedrontado, sem saber o que fazer, responde:
- Nas costas? Nada. Isto aqui é uma corcunda!
- Antão me dá cá esta corcunda! Determina a voz.
O gajo, de repente, se vê livre da corcunda e, feliz da vida, sai disparado para a taberna.
Lá chegando, todos estranham a falta da corcunda, e antes que perguntem ele conta detalhadamente o que aconteceu.
Um cocho lá no canto se adianta e pergunta
- Mas onde é mesmo que isto se deu?
Com a resposta, o cocho sai apressado em direção ao cemitério. Lá chegando, a voz cavernosa ressoa:
- Ó infeliz, que é que tu carregas nas costas?
- Eu? Nas costas, nada!
Antão toma lá uma corcunda.
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