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ENTREVISTA SIMULTÂNEA

Juan Rulfo

Juan Nepomuceno Carlos Pérez Rulfo Vizcaíno

Nasceu em 16 de maio de 1917, no México. Fotógrafo e mestre literário com apenas dois livros, o segundo deles tornou-se um romance clássico da literatura mundial: Pedro Páramo (1955). O primeiro, o livro de contos El llano en llamas (1953) já anunciava o vulto do escritor. Segundo o crítico Eric Nepomuceno, “o número de páginas editadas apenas para analisar sua obra é pelo menos cem vezes maior do que as páginas que ele mesmo escreveu”. Seu primeiro conto foi escrito em 1943, mas só foi publicado em 1945 na revista América, nº 40, com um título inusitado: La vida no es muy seria en sus cosas. Em seguida publicou outros contos: Nos ha dado la tierra e Macario (1943) na mesma revista. Aos 26 anos, saiu de Guadalajara para viver na Cidade do México, onde passou a trabalhar com a venda de pneus em viagens pelo interior do país. Em 1947 escreveu outro conto, Es que somos muy pobres, recusado por um editor por considerá-lo obsceno. No mesmo ano escreveu para sua noiva sobre a redação de algo chamado Una estrella junto a la luna, que se converterá no romance Pedro Páramo. Em 1948 casou-se com Clara Aparicio Reyes e começou a tomar gosto pela fotografia. Nos anos seguintes publicou um ensaio fotográfico na revista América e apareceu no guia Caminos de México com algumas de suas fotos. Em 1952, sob o pseudônimo de Juan de la Cosa, dirigiu um número da revista Mapa, com um artigo ilustrado com suas fotos, e iniciou um período de dois anos como bolsista do Centro Mexicano de Escritores. O escritor se afirmou e lançou uma reunião de contos – El llano en llamas – pela editora estatal Fondo de Cultura Econômica. Em 1954 começou a publicar diversos trechos de Pedro Páramo em capítulos sucessivos em três diferentes revistas, para em seguida publicá-lo pela Fondo de Cultura. O livro recebeu o Prêmio Xavier Villaurrutia em 1957 e passou a ser traduzido para os mais diversos idiomas. O gosto pela fotografia é ampliado para o cinema e chegou a realizar um curta-metragem junto com Antonio Reynoso. Foi o roteirista dos filmes El galo de oro e La fórmula secreta (1964). Em 1963, a Universidad Nacional Autônoma de México (Unam) fez questão de ter sua voz eternizada na coleção Voz Viva de México. Em 1970 foi consagrado com o Prêmio Nacional de Literatura e, 10 anos depois, o governo mexicano lhe prestou uma homenagem nacional, com a exposição de sua obra fotográfica no Palacio de Bellas Artes. Essa exposição resultou no lançamento do livro de fotografias Inframundo (1981). Em 1983 foi consagrado como o grande escritor ibero-americano com o Prêmio Príncipe de Astúrias. Faleceu em 1986.

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Onde escreve?

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