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ENTREVISTA SIMULTÂNEA
Mario Benedetti

Mario Orlando Hamlet Hardy Benedetti Farugia

Nasceu em 1920, no Uruguai. Jornalista, romancista e poeta, autor de quase 80 livros traduzidos em 23 países. Um escritor engajado, como se dizia. Foi exilado político durante 12 anos e até hoje é proibido de entrar nos EUA. Já foi chamado de “Kafka latino-americano” e, de certa forma, ele concorda. Já estudou alemão quando jovem, escreveu os primeiros poemas nesse idioma e admira a estrutura da língua. Seu primeiro livro La víspera indeleble marcou a Geração Uruguaia de 45 e consagrou-o como um de seus ilustres representantes. Seus livros costumam freqüentar a lista dos mais vendidos e lá permanecem mais que o habitual: La tregua (1960) (foi traduzido em diversos países, virou filme e teve mais de 150 edições) , Daniel Viglietti (1974), Casa y el ladrillo (1977), Pedro y el capitán (1984), Preguntas al azar (1986), Gracias por el fuego (1992), La realidad e la palabra (1991), Inventario (1990), Inventario 2 (1993), Andamios (1996), La vida ese paréntesis (1998) e El amor, las mujeres y la vida (1999). Sua prosa biográfica, A borra do café (1993), foi traduzida para português em 1998. Aos 83 anos sente uma fome descomunal de publicar e lança mais quatro livros em menos de um ano: o terceiro volume de suas poesias completas, Inventario3: 1995-2002; um novo livro de poemas, Insomnios e duermevelas, Existir todavia e El porvenir de mi pasado, em que conta histórias, fala de personagens e resgata alguns contos. “Algunas cosas del pasado desaparecieron pero otras abren uma brecha al futuro y son estas que quiero rescatar”, declarou. Faleceu em 17/05/2009.

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