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ENTREVISTA SIMULTÂNEA
Manoel de Barros

Manoel Wenceslau Leite de Barros

Nasceu em 1916, em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Poeta, já foi comparado a Guimarães Rosa pelo seu gosto em inventar palavras. Diz que escreve “procurando o rumor das palavras mais do que o significado delas”. Seu primeiro livro, aos 18 anos, não foi publicado, mas salvou-o da prisão. Havia pixado “Viva o comunismo” numa estátua, e a polícia foi buscá-lo na pensão onde morava, no Rio de Janeiro. A dona da pensão pediu para não levar o menino, que havia até escrito um livro. O policial pediu para ver e conferiu o título: Nossa Senhora de minha escuridão. Deixou o menino e levou a brochura, exemplar único, que o poeta perdeu para ganhar a liberdade. Poemas concebidos sem pecado (1942), o primeiro publicado, foi feito artesanalmente por 20 amigos, numa tiragem de 20 exemplares e mais um, que ficou com ele. Tempos depois, publicou Poesias (1956) e, mais tarde, Compêndio para uso dos pássaros (1961), Gramática expositiva do chão (1969), Matéria de poesia, Arranjos para assobio (1982), Livro de pré-coisas (1985), O guardador de águas (1989), O livro das ignorãças (1993) e Livro sobre nada (1996), seu livro mais aclamado. Em 1998 recebeu o Prêmio Cecília Meireles de Poesia do Ministério da Cultura e lançou mais um livro de poesias: Retrato do artista quando coisa, no qual mostra a metamorfose entre o homem “inocente” e a natureza. Em 1999 lançou o livro infantil Exercícios de ser criança, uma lição introdutória à obra do autor, e em 2002 voltou ao gênero com O fazedor de amanhecer, ficção infantil com o qual ganhou Prêmio Jabuti. Nesse meio tempo publicou um pequeno livro de título pomposo: Tratado geral das grandezas do infimo, relato de coisas pequenas e aparentemente sem importância que ganham relevo no entendimento do poeta. Em 2003 lançou Memórias inventadas – a infância, em que fala de suas primeiras impressões eróticas e poéticas. Em 2007 lançou a terceira parte de suas Memórias inventadas, a Terceira infância. Em 2010 lançou Menino do mato e Poesia completa. No ano seginte lança Escritos em verbal de ave e em 2013 publica seu último livro: Portas de Pedro Viana. O poeta vivia em Campo Grande, com a mulher Stella, numa bela casa de fazenda. Faleceu em 24/10/2014.

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