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ENTREVISTA SIMULTÂNEA

Mario Quintana

 

Mario de Miranda Quintana

Nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 30 de junho de 1906. Jornalista, tradutor e poeta, ou melhor, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, título que lhe foi outorgado em 1989. Teve seu nome adjetivado pelas mãos de Manuel Bandeira: “Meu Quintana, os teus cantares/Não são, Quintana, cantares:/São, Quintana, quintanares/Quintessência de cantares/Insólitos, singulares/Cantares não,/Quinatares”, adotado, também, por Cecília Meireles. Aos 20 anos, empregou-se na Livraria do Globo, em Porto Alegre, e venceu um concurso de contos com A Sétima Personagem, sob o pseudônimo de Antonio Morteiro. A partir de 1930, passou a escrever regularmente para a Revista do Globo e efetivou-se como tradutor de inglês e francês da editora, sob a chefia de Erico Verissimo. O primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, foi publicado em 1940 e obteve ótima repercussão, com os sonetos republicados em livros escolares e antologias. O quinto livro, O aprendiz de feiticeiro (1950), foi aclamado em todo o território nacional e seguiu-se uma lista de quase 30 livros, todos eles aguardados pelo seu cativo público: Do caderno h (1973), Na Volta da Esquina (1979), Nariz de Vidro (1984), 80 Anos de Poesia (1985), Preparativos de viagem (1987), A cor do invisível (1989), Velório sem defunto (1990), Sapato furado (1994). Teve sua Antologia poética, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, publicada em 1966, com a qual recebeu o Prêmio Chinaglia como o melhor livro do ano. Indicado três vezes para a Academia Brasileira de Letras por expoentes como Drummond, João Cabral, Cecília Meireles e Vinicius de Morais, não conseguiu tal intento e escreveu: “Todos esses que aí estão/atravacando meu caminho,/eles passarão.../eu passarinho!”. Em contraposição, as cidades de Porto Alegre e Alegrete homenagearam o poeta com o título de Cidadão Honorário e estátua na praça. Passou boa parte de sua vida morando em Porto Alegre, no Hotel Magestic, tombado pelo patrimônio histórico em 1982 e transformado em “Casa de Cultura Mario Quintana”. Faleceu em 5 de maio de 1994.

Prossiga na entrevista:

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