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ENTREVISTA SIMULTÂNEA

Ferreira Gullar

José Ribamar Ferreira Gullar

Nasceu em 1930, em São Luís, Maranhão. Ensaísta e poeta integrante do movimento concretista, do qual se desligou para criar o grupo neoconcretista. Teve seu nome mudado para Ferreira Gullar aos 18 anos, quando se viu confundido com os muitos Ribamar existentes em São Luís. Seu primeiro soneto foi publicado aos 18 anos e intitulou-o O trabalho. Em 1949 reuniu os primeiros poemas e publicou Um pouco acima do chão. É um poeta militante na política e nos movimentos culturais. Foi exilado político nos anos 1971-77, período de grande sofrimento, do qual resultou Poema Sujo (1976), um de seus mais belos poemas, também chamado de nova “Canção do Exílio”. Sobre este aspecto, ele tem uma frase célebre: “A infelicidade pode provocar poesia. Em excesso, ela te anula”. Deste tempo no exílio alguns anos foram passados em Moscou, onde fez um curso de Marxismo-Leninismo, Logo é um dos poucos brasileiros, segundo ele mesmo, “bacharel em subversão”. Participou das Ligas Camponesas e do Partido Comunista durante muito tempo. Foi editor da revista Piracema; diretor da Fundação Cultural de Brasília, e presidente do Instituto Brasileiro de Arte e Cultura (IBAC), transformado em Funarte. Em 1995 foi convidado pelo presidente Itamar Franco para ocupar a pasta da Cultura, declinou do convite, alegando que não servia para ser ministro. Tem mais de 20 livros escritos, dos quais destacam-se: Vanguarda e subdesenvolvimento (1969), Toda poesia 1950-1980 (1980), Barulhos (1987), A estranha vida banal (1989), Argumentação contra a morte da Arte (1993) e Cidades inventadas (1997). Seu livro A luta corporal (1954), um dos marcos da poesia brasileira contemporânea, teve uma edição comemorativa em 1994 pela Editora José Olympio, que se encarregou de publicar toda sua obra poética. Em 1999, depois de doze anos sem publicar, lançou Muitas vozes, reafirmando uma das veias poéticas mais expressivas da literatura brasileira. No mesmo ano foi homenageado pela sua cidade natal com o seu nome em uma das principais avenidas. Em 2000 partiu para uma nova experiência literária: estréia na literatura infantil com um livro dedicado ao seu gato siamês: Um gato chamado gatinho. Nesta obra o poeta mantém o mesmo nível de seus poemas para adultos, fato que confirma sua versatilidade e competência literária. Outros lançamentos:  O menino e o arco-íris. (Ática, 2001), Relâmpagos. (Cosac & Naify, 2003), Os melhores poemas de Ferreira Gullar (Global, 2004); Dr. Urubu e outras fábulas (José Olympio, 2005). Em 2010 antecipou a comemoração de seus 80 anos com o lançamento de Em alguma parte alguma, com o qual recebeu o Prêmio Jabuti 2011. No anterior recebeu um presente de aniversário bem merecido, a maior premiação literária em lingua portuguesa: O Prêmio Camões. Em 2014, após insistência dos amigos, entrou para a Academia Brasileira de Letras. Seus lançamentos mais recentes: Crônicas para jovens (Global, 2011) e Autobiografia poética e outros textos (2015). Faleceu em 4/12/2016.

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